terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Minha cuidadora maravilhosa

Hoje a mensagem é direcionada a uma pessoa muito especial que está comigo como cuidadora. Falo da Luciene, que é casada com meu cunhado Robson, e tem 2 filhos, Renam e Ricardo, este último meu afilhado.
Quando entrei na família Almeida, em 1982, Luciene se casou e, neste ano, comemora os 30 anos de casada, bodas de pérola, vividos de forma muito feliz com o Tio Robson.
Luciene é um exemplo de mulher de mãe, de esposa, e de concunhada.
Pelo menos não é cunhada, não começa com c..... kkkkk.
O seu gesto de solidariedade comigo me faz repensar a vida, de como as pessoas ajudam o próximo sem pensar em retorno, sem pensar que vai sair algo errado.
Luciene deixou sua família, marido e filhos em Timóteo e se dispôs a vencer pelo menos dois desafios para ficar comigo.
O primeiro é o de ter estreado como meio de transporte, o avião, e olha que é TRIP, arg!
Essa empresa aérea é a única que opera em Ipatinga. Cadê a concorrência? Ela manda no pedaço, deve ter um lucro absurdo, mas não melhora, depois conto por que falo assim.
Não ficou com medo, essa palavra não entra no dicionário desta minha valente cuidadora.
O segundo desafio foi de ter doado sangue para mim, também fez essa caridade pela primeira vez. Saiu tudo certo, mas no final foi afobadinha, pulou rápido da cadeira para voltar rápido e sentiu um mal estar, resolvido logo.
Vejam só que exemplo de coragem, mulher de fibra, digna de toda a minha admiração.
Eu penso que precisava viver no mínimo mais uma vida para tentar retribuir tamanha doação, um ato de amor ao próximo, e olha que não sou nem parente!! Dizem que amigo é o parente que escolhemos, não concordo, pois parente Deus nos presenteia, não podemos escolher mesmo. Mas amigo é um parente sim que escolhemos para integrar a nossa família e ser um membro, é assim que sinto pela Luciene, amiga do peito.
E a admiração é antiga, sempre nos demos muitíssimo bem, já dei muito trabalho para ela. Lembro-me do aniversário de 1 aninho da Bárbara. Foram tantos os detalhes e lá estava Luciene e, claro, Tio Robson também, incansáveis, me ajudando com meus caprichos. Só para ter uma ideia, nos banheiros tinha toalhas brancas bordadas com o tema da festa, joaninha, e foram 10 mil balões para ornamentação, uma trabalheira!
Foi na Chácara que eles têm na Lavrinha, próximo a Timóteo.
Lá é uma delícia, falo que é meu hotel fazenda, tenho até quarto exclusivo com direito a foto no porta retratos, pode? Ai, pessoal, acho que vai rolar ciúme, tem problema não, assumo minha exclusividade. Sou poderosa kkkkkk
Sinto-me tão à vontade lá que já levei um monte de amigos e minha família já participou de muitos acontecimentos. O evento que coroou a chacrinha como um ótimo local foi o casamento do Renam, muito bacana. Eu tenho muitos elogios a fazer, a cerimônia, a elegância dos convidados e família, a lindeza dos noivos, a música, o cardápio bem mineiro oferecido e tudo mais, e o legal foi singeleza chique do local e de todos que nos receberam.
Bom, minha saudade fica hoje para a chácara e para todos que convivem lá, família Almeida, família Martins amigos, Tio Robson, Renam, Ricardo, as noras e a pequena grande mulher, mola propulsora de tudo, Luciene.
Quero voltar e comer frango ao molho pardo feito com ajuda da Dona Inês no fogão a lenha cheio de sangue talhado. Se ele for roubado melhor, não vou contar este caso, é segredo, sou um túmulo kkkkkkk.
Beijos no coração.




 

sábado, 28 de janeiro de 2012

Estava enfezada

O assunto de hoje é porco, eca, mas necessário.
Eu fiquei estes 3 dias literalmente enfezada.
Vamos ver o que fala de "enfezado" no Dicionário Informal:
Significado de Enfezado:
Significa uma pessoa cheia de fezes e nervosa. Isso surgiu no tempo da escravidão: os prisioneiros faziam suas necessidades em barris porque eles não tinham banheiro e, quando o barril enchia, eles escolhiam os prisioneiros, mais fortes e comportados, para levar o barril, porque quem fosse levar o barril podia banhar no rio. Naquele tempo, eles só se banhavam uma vez por mês, quando eles levavam o barril cheio de fezes, as fezes caiam neles e eles falavam que estavam enfezados porque estavam cheios de fezes e estavam estressados, nervosos.
É assim mesmo, quem tem problemas de intestino preso vai reviver grandes momentos e sabendo o que passei.
Fiquei 4 dias sem escorrer o moreno, sem passar o fax, sem soltar um barroso...
Que coisa horrorosa, eu criei alguns filhotes na barriga, como prolifera isso!!
Foi como um bonde! Como aqui em SP tem muito congestionamento e meu intestino, que deve estar virando paulistano, resolveu guardar o congestionamento todo para ele, como trem parado, era o bonde do tigrão rsrsr.
Eu chorando como criança quero fazer cocô e não saía nada.
O desespero era tanto que rezava pedindo para c.......
Tomei suco laxativo, a dieta era laxativa e muito laxante, mais de 10 doses, este último eu tenho horror por causa do óleo de rícino que me obrigavam a tomar por causa de jabuticaba em excesso. Trauma de infância, viu, uma marca profunda em mim rsrsrsr.
Pois é, comentei sobre a jabuticaba que comi demais, mas na verdade os medicamentos, os efeitos colaterais deles é que me deixaram enfezada.
Foram 4  dias só pensando no intestino, viu como ele é importante para o corpo humano? Deixe ele parar de funcionar que dói bexiga, você perde o apetite, desorienta o cérebro, o coração, complicando tudo por ali.
Depois de muito laxante, que não resolveu nem abalou as estruturas, fui para a lavagem intestinal.
Aí sim, fez efeito, demorou, viu, o barroso é resistente e gosta muito de mim, não queria me deixar e saí correndo para o banheiro, fiz a lambança no box, pois nem conseguia sentar no vaso.
A enfermeira acompanhou tudo de perto, até se molhou, acho que tem intestino preso, solidária ela ... eu não sei se aguentaria de paciente olhar para aquilo! A Luciene (que substituiu a Ducarmo nos cuidados comigo, coitadinha!) então me assessorou muito neste doloroso momento, segurando minha mão e me encorajando a continuar a lambança.
Bom, fico por aqui pouco enfezada, com 1Kg a menos, mas extremamente aliviada, pois isto não me pertence.
Minha saudade hoje vai para o Arthur que está na Bahia:
Filho, vou melhorar para curtirmos juntinhos Morro de São Paulo, Ilhéus, Itacaré e as praias que você conheceu e adorou aí no litoral baiano.

Beijos no coração.

Arthur, minha inspiração!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Profiteroles

Olha, estou aqui novamente e vou comentar sobre o tal doce, profiterole, que citei na mensagem de ontem.
 Olha aí a explicação do Wikipédia.
Profiterole
Origem: Wikipédia, a enciclopédia

Profiteroles
Profiterole é uma sobremesa muito popular na França e foi considerada uma iguaria real no século XVI. Graças a um pedido de Catarina de Médicis, soberana da França na época, um chef italiano criou a receita, que vem sendo aperfeiçoada ao longo dos tempos. Dizem que atualmente o profiterole está para a França, assim como o brigadeiro está para o Brasil.
A sobremesa profiterole é confeccionada com massa de Choux, uma massa pouco açucarada e recheada de cremes diversos, sendo que o recheio mais tradicional é o de creme de baunilha. Pode também ser servida com acompanhamento de sorvete e caldas doces.

Sabe o que houve? Eu aqui, internada, tenho meus desejos do tipo de mulher grávida, sabe? Longe de mim estar grávida !!
E não é que eu acordei um dia, depois de ter sonhado com o profiterole que já comi em BH? Eu vi no elevador daqui uma propaganda que vendiam na cafeteira do pronto socorro!
Pedi à minha cuidadora Fátima que fosse até lá comprar o dito cujo.Vê lá se eu iria comer pão de sal com queijo hoje, já que sonhei com o doce?
A Fátima tomou um susto com o nome, achou que era gozação ou que eu estava xingando alguém.
Ela tentava repetir: "pro o quê?" E cada hora saia um nome diferente, eu ri até!
A gente sofre, mas se diverte!
A Fátima, então, chega com o papel na cafeteria e fala assim:
- Eu quero um negócio que nem sei falar, tá escrito aqui, pois minha paciente tá com desejo de comer.
A moça pegou o papel e entregou o doce para ela, que ficou até decepcionada achando que era grandes coisas (mas o preço foi viu?).
Já que comentei sobre não poder passear pelo hospital, vejam só: nem na Av. Paulista eles me deixam ir! rsrsrsr.
Quando faço algum exame, peço, toda séria, à técnica de enfermagem que me conduz para me levar à Paulista, tem umas que até acham que sou doida, deixa pensar, né?
Numa noite dessas, eu me arrumei toda, peguei a bolsinha chique e saí de fininho para comer alguma coisa. Ao passar pelo posto de Enfermagem, a danada da Enfermeira (ô raça!! rsrsr) me viu e perguntou:
- Dona Deise, aonde você pensa que vai?
Claro que, rapidamente, eu respondi:
- Eu penso não, tô indo! Poxa, eu quero comer alguma coisa, mas quero ver o que tenho vontade.
Ela, brava, me disse:
- Não, senhora, volta para o seu apartamento e peça à sua acompanhante para comprar ou então peça pelo telefone.
Mas tentei argumentar que precisava ver a vitrine e decidir o que realmente queria. Nada feito, sem negociação! Difícil, viu? Voltei para cama com vontade de comer alguma coisa. Claro que virei motivo de piada para o povo, tudo Pitbull!
Falei antes também de pão de sal. Aqui nem sabem o que é isto. "Só tem pão francês, serve?" rsrsrs
A gente sempre dá um fora com o linguajar mineiro e aí aproveitamos para falar de cafubira, ziczira, bater paiada, corpo empolado, lombeira, bloco cirúrgico (já é carnaval?), e aí vai, tudo desconhecido para o paulista!
Fica assim, a saudade hoje vai para Ethel e Vera: vamos para Tiradentes tomar todas?
Beijos no coração.

Huuuuuuuummmmmmm!!!!!!!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Domingo legal


Ontem recebi minhas visitas assíduas de domingo, Tias Elci e Marisa que adotei como tia, Fátima, minha amiga e cuidadora de São Paulo, e Aparecida, uma doce pessoa que conheci.
Ocorreram dois fatos que gostaria de narrar.
A Fátima fez aniversário dia 17 deste mês e resolvemos comemorar aqui mesmo. Este hospital  é muito humanizado, que oferece serviços diversos como: manicure, cabeleireiro, (quero até pedir um ofurô para relaxar, rsrs) floricultura, lavanderia e até um carrinho bomboniere nos apartamentos. E oferece também toda a estrutura para a comemoração de aniversários como bolo, tortas, docinhos e até profiteroles (rsrsrs), mas optamos por servir pizzas e refrigerantes. Foi assim que conseguimos concretizar nossos planos de deixar a Fátima mais feliz. Cantamos os parabéns, tiramos fotos e pudemos constatar, que mesmo diante de limitações, somos capazes de compartilhar momentos importantes da vida, estreitando e preservando laços de amizade. E olha que compramos até o presente!
O outro assunto é que a Marisa, linda mulher por dentro e por fora, veio preparada, a meu pedido, para raspar os poucos cabelos que ainda me restam. Trouxe uma maquininha que não quis funcionar de jeito nenhum.
A reflexão que fiz é que a Marisa, tão carinhosa comigo, não estava à vontade para raspar minha cabeça, talvez por achar que não me faria bem.
Tô nem aí para isso, vê lá se vou me preocupar, é força na peruca!!
A tal maquininha empacou, travou, leu os pensamentos da Marisa, bem mandada!!
Em uma certa ocasião, a minha prima Valéria, Enfermeira, comentou que fizeram um estudo sobre as mulheres com câncer de mama.
As mesmas deprimiam por ficarem carecas, mais que com a amputação da mama (mastectomia).
Fica assim, a saudade hoje vai para a Marciana, querida amiga:
- Vamos lanchar na Momo?
Já ia me esquecendo, ontem comi jabuticaba até, com falta de educação mesmo, nem ofereci para que ninguém aceitasse rsrsrsr.

Beijos no coração.

Presente da Fátima

Momento de tensão
Festa é comigo mesmo!!

domingo, 22 de janeiro de 2012

A importância do trabalho na minha vida

Vou novamente falar sobre meu desejo de ficar curada para poder, se Deus me permitir, voltar ao trabalho.
Olha, penso que é tudo muito doido, dia 07 de fevereiro, faz um ano que me encontro afastada do serviço.
Porque falo isto, é que parar tudo, “congelar”, é uma coisa que nunca passou pela minha cabeça. Fiquei inicialmente tentando entender o que acontecia. No dia 24 de fevereiro, recebi  o diagnóstico do Linfoma, uma cratera abriu na minha frente e não via como sair dela. Acho até que chorei pouco diante da triste notícia, pois me preocupei, e me preocupo sempre, com minha mãe. Mãe, nesta hora, é complicado. Eu agradeço a Deus por ter sido comigo,  acho que o cenário seria outro se meus filhos estivessem doentes, minha estrutura para isso não é forte.
Eu sempre fui muito ativa, já “dei  conta” de trabalhar em  4 empregos, isso aconteceu quando Bárbara nasceu.
Para a concessão da licença maternidade, o INSS entendeu que não podia ter tantos empregos, vejam só! Mandaram auditores em 3, somente nos Correios é que acreditaram no vínculo. Mas é que dava aulas em 2 escolas à noite, eram poucas aulas, mas com registro na carteira de trabalho.
Eu iniciei a quimioterapia após o carnaval, em março, e aí comecei a vislumbrar uma esperança de ficar bem , de me curar. Mas, antes disso, foi muito difícil, ficava sentada na sala de casa olhando para o nada. Recebia as visitas, muitas por sinal, mas estava péssima, nem sei o que conseguia falar com as pessoas, tão queridas e solidárias nesse momento.
Bom, demorei uns 2 meses para digerir um pouco o que estava acontecendo comigo, como disse antes, a parada brusca de toda a minha rotina diária me derrubou completamente.
Levantava muito cedo, vestia meu uniforme de trabalho, botas, jaqueta e colocava minhas frutinhas num pote. Fazia um lanche rápido e, às 5h45min da manhã já estava no carro seguindo pelo Belvedere para esperar a van rumo ao destino final, "Projeto Apolo", na zona rural de Caeté. Só retornava às 18h para rever e curtir minha família.
Nesta semana falei com a minha gerente e voltei a enfatizar que quero ficar boa para voltar a trabalhar, preciso me sentir produtiva , isso é vital para mim.
É isto por hoje.
Beijos, saudades de minha família, até das cunhadas, viu, Janice, que se fosse bom não começava com ..... rsrsrsr.
Saudades de Nova Lima, família Anversa.... em breve voltarei, podem me esperar com picanha e farofa do Supernosso.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sem medo do oceano

Hoje gostaria de abordar este tema tendo como referência uma mensagem enviada pela minha querida amiga/irmã Solange, mensagem esta do Padre Marcelo.
Primeiro vamos ler e refletir, pois ela é muito profunda.
SEM MEDO DO OCEANO
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira.
O rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano. Mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós.
Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem!
Não é bem coerente com este momento que estou passando?
Deus não deixa sua obra inacabada, Ele vai até completar todo o seu plano para nós, mesmo sem sabermos qual é este tempo.
Temos que confiar, temos que entender que o nosso tempo é outro.
Os medos virão, as incertezas, a insegurança, mas precisamos seguir em frente sem muito olhar para trás, principalmente para reviver experiências negativas.
É isso, segura na mão de Deus e vai, tudo tem a sua hora para acontecer, confie sempre.
Beijos, saudades demais da conta de vocês, uai, saudades de Minas Gerais ... de Caputira então, nem se fala!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Bem estar

Quero hoje dar umas dicas de como organizar o dia-a-dia dentro de um leito de hospital.
Iniciar sempre o dia fazendo uma oração de agradecimento, renovando as forças e fortalecendo a fé. Após a medicação da manhã, tomar o café da manhã bem reforçado e preparar para o banho. O banho revigora e melhora a disposição para fazer alguns exercícios físicos. Isso mesmo! Deve-se exercitar diariamente para não perder massa muscular e manter as articulações flexíveis. Se estiver com imunidade baixa, faça caminhada dentro do quarto, organize o espaço para melhor se adequar e se posicionar para a série de exercícios.
Após a caminhada que, além de aquecimento, é uma atividade aeróbica fundamental para manter o bom funcionamento dos pulmões, é importante realizar os exercícios de fortalecimento muscular. Exercite os braços elevando-os estendidos à frente do corpo até a altura dos ombros, volte devagar e repita 10 vezes na posição assentada e pés apoiados. Na mesma posição, repita o exercício anterior elevando os braços na lateral. Para tonificar a musculatura das coxas, assentada, contraia o abdômem e eleve a perna semiflexionada e volte devagar. Repita por 10 vezes o exercício e alterne a perna. Execute os exercícios procurando respirar pausadamente e dando um pequeno intervalo entre as séries. Os exercícios respiratórios devem ser realizados  diariamente sob a supervisão do fisioterapeuta.
Após os exercícios, descanse ouvindo aquela seleção de músicas que vão levantar o astral e lhe trazer boas lembranças.
Ler um bom livro também ajuda a ocupar melhor o tempo e quebrar a rotina diária.

Vou ficando aqui por hoje!

Beijos no coração.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Abordagem do paciente

A mensagem que eu quero passar hoje é destinada aos cuidadores, sejam eles médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, dentre outros. Nós, enquanto pacientes, ficamos ociosos 24 horas por dia, mas a mente não para de funcionar um minuto. Sinceramente, pensamos em muitas coisas negativas e já tive várias experiências com abordagens inadequadas.
Dias atrás, um enfermeiro assumiu o plantão noturno e veio se apresentar a mim de modo muito cerimonioso. Entrou no quarto devagarinho e, pausadamente, falou:
-Senhora Deise. Boa noite.Tudo bem?
 Pela demora em se apresentar fui ficando aflita.
"Quem é esse? O que quer comigo? Vai me levar para o CTI? (este é meu pavor, pânico)".
Comecei a relaxar só depois que ele concluiu sua apresentação. Sofrimento desnecessário, não acham?
Em outra ocasião, em Belo Horizonte, um técnico de enfermagem entrou no apartamento acompanhado de uma médica trajando um capote azul. O mesmo pendurou outro capote azul no suporte de soro, ao meu lado, saindo logo em seguida. Fiquei desesperada, chorando muito, com taquicardia e vontade de vomitar. Chamei a minha irmã Nancy o mais rápido possível para verificar que cirurgia fariam em mim.
Ô mente criativa! (para não dizer coisa pior). Quando a minha irmã voltou com o técnico de enfermagem, foi elucidado o mistério.
O mesmo, sem entender nada, me falou:
- Ô Dona Deise, você não pediu para que usasse o capote na hora do banho para a minha proteção?
Viu como se sofre desnecessariamente?
Hoje estou tentando vencer esse pânico, pensando positivamente, filtrando muitas informações e controlando minha respiração para evitar sofrimentos e frustrações.
Atualmente, já expus essa minha dificuldade para os médicos e equipe de enfermagem, o que facilitou meu caminho para a superação.

O assunto não se esgotou e em outra ocasião vou falar de outras experiências.

Beijos no coração.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Linfoma

Não vou discorrer cientificamente sobre a doença, pois não tenho competência técnica. Após uma conversa com Dr. Walter, me senti mais à vontade para falar sobre linfoma.
Ao que parece, vem aumentando o número de casos de linfoma, mas não é bem a realidade. O nosso sistema imunológico está sempre atuante e pode ocorrer de algumas células desviarem-se do seu percurso provocando a doença. Como estão mais avançados os recursos diagnósticos, a doença está mais divulgada.
São aproximadamente 40 tipos de linfomas, cada um com suas particularidades, uns mais agressivos, outros mais traiçoeiros, outros de fácil tratamento, mas recidivantes. O importante é a detecção precoce, pois os sintomas iniciais são inconclusivos, na maioria dos casos, como fraqueza, perda de peso, falta de apetite, dores nas pernas, coceira pelo corpo e, em alguns casos, tosse frequente, entre outros.
Devemos então ficar atentos com a continuidade dos sintomas e procurar o médico especialista o mais breve possível para iniciar o tratamento e aumentar a sobrevida do paciente.
É bom lembrar que o tratamento é desgastante, prolongado, mas curável. Temos que confiar na proteção divina, no apoio da família e dos amigos. Aí sim!
Essa é a receita de sair vitorioso e fortalecido.
 
Podemos perder algumas batalhas, mas nunca desistir de lutar!
 
Beijos no coração.
 
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vaidades...

Faz parte da natureza humana ser vaidoso. De certa maneira, é saudável porque queremos ser belos para nós mesmos e para os outros.
Por que falo sobre esse assunto?
Hoje, quando solicito uma camisola do hospital, para facilitar o manuseio do catéter, para meu conforto, estou abrindo mão de usar meus lindos pijamas presenteados pela amiga querida Lenira, pela fiel escudeira Rosângela, sempre a meu lado me amparando, pela minha querida mãe e pelas incansáveis cuidadoras Nancy e Ducarmo.
Mas coloco meus vestidinhos bonitinhos no domingo para esperar minhas duas ilustres visitas: tia Elci e Marisa sempre presentes com seu carinho!
Pelo fato de estar passando por constantes mudanças no meu corpo, como magreza, falta de cabelos, pele ressecada, unhas desvitalizadas, olhos inchados e evidentes, sei que tudo isso é passageiro (tirando o motorista e o cobrador, o resto é tudo passageiro, até a uva passa!) rsrsrs.
Neste meu período de renascimento, me fortaleço renovando minha fé e tendo a certeza da cura definitiva.
Não percamos nosso precioso tempo de passagem nesta vida cultuando futilidades, pois o amanhã é incerto.
Beijos no coração.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Troca de turno e passagem de plantão!

Hoje é dia me despedir da Nancy. Ducarmo chegou cedo e já assumiu seu posto de minha nova cuidadora. Que ela seja bem-vinda, pois vai ter muito trabalho! Nancy vai embora para Ipatinga, levando muitas experiências vividas aqui comigo, cuidados novos, medicamentos diferentes, dinâmicas do dia a dia novas. Levará tudo, em um pacote fechado, para levar para a mamãe que já está ansiosa por notícias ao vivo! Ela já ligou cedo dizendo que queria estar aqui, junto com nós três, mas a vez dela chegará e ficará comigo por um bom tempo, matando a saudade.
Esse rodízio de cuidadoras é sempre bom, tanto para a nova cuidadora, quanto para mim, que fico preocupada com o desgaste físico e emocional delas.

Vá com Deus, Nancy, e leve a certeza de que bons tempos virão, com a continuidade da fé renovada a cada dia, visando à cura sempre!

A primeira carta de São Paulo aos Coríntios, leitura deste domingo, esclarece "Ignorais que vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? Então, glorificai a Deus com vosso corpo."

Se o nosso corpo pertence a Deus, devemos cuidar dele, do seu bem estar, cuidar do outro, ter zelo para com ele, não só fisicamente, mas em todos os aspectos. Por isso, é muito importante a presença fraterna de um cuidador dedicado ao lado de quem precisa.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Mais notícias

Hoje foi o último dia da quimioterapia, desde quarta-feira estou tomando essa combinação de medicamentos chamada ICE e espero que atinja os objetivos.
Foram dias de muita medicação, mas a equipe, com toda sua experiência, não me deixou ter efeitos colaterais significativos. Agora é acompanhar a evolução do tratamento. Se Deus quiser, daqui a quinze dias, vamos retomar os procedimentos para o transplante de medula.
Obrigada pelas mensagens, eu sempre espero por esse carinho, solidariedade, afeto e força que vêm de vocês todos os dias. Vocês não têm a ideia do estímulo que recebo quando a Nancy lê para mim as palavras de amor e carinho, isso me fortalece, me faz olhar para a frente com otimisto e fé, acreditando que a estrada, por mais tortuosa que seja, pode ser percorrida com mais serenidade com o apoio dos amigos e da família.

"Nóis enverga mais num quebra!"

 
 



Sem vocês, meus amores,
eu não sou ninguém!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Estrada da vida

Quando estamos viajando, sempre queremos da estrada um tapete para curtirmos mais a viagem, só que nem sempre é assim. Principalmente nas estradas de Minas, na época das chuvas, aparecem buracos em alguns trechos. De repente, caímos num buraco desses. Mas como assim? E agora? Como sair desse buraco? Tentamos dar ré e o carro não quer sair. Colocamos a primeira, e o carro não quer sair. Pedimos a ajuda das pessoas, aí conseguimos sair desse buraco, ele parece ser intransponível, ficamos com medo de tirar o carro dali para seguirmos a viagem. Com a solidariedade das pessoas, conseguimos sim. Paramos o carro no acostamento, avaliamos o prejuízo, mas jamais pensamos em abandonar a viagem. A nossa vida é uma estrada, uma longa estrada e, se Deus não nos leva diretamente ao nosso objetivo, não devemos desanimar: Ele sabe melhor o que existe pelo caminho, e podemos segui-lo confiantes em Sua sabedoria.
Por que estou falando assim?
Se estou usando essa metáfora é para dizer que a doença voltou, mas jamais penso em desanimar. Como já havia sido dito, essa doença é um tipo raro de câncer com a característica de ser recidivante, infelizmente. Estou fazendo sessões de quimioterapia, mais um buraco na trajetória, mais um desvio doloroso, mas, com certeza, com a ajuda, com a solidariedade de todos, vou continuar esse caminho, rumo ao transplante que será realizado assim que for possível.

A estrada para Lavras Novas é difícil, tem que passar por várias pedras, mas vale a pena conhecê-la!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Sejam bem-vindos!

Visitar um doente é um ato de caridade, amor, solidariedade. Quando se está no hospital ou em casa, é bom saber que existem pessoas queridas que pensam em nós, querem o nosso bem e também desejam nos ver para passar esse carinho todo.
Às vezes, quem está em tratamento também precisa de um pouco de tranquilidade ou de descanso, é por isso que hoje vou falar sobre as visitas. Como já estive internada algumas vezes, posso esclarecer alguns pontos importantes para quem gosta de levar sua solidariedade a quem está num leito de hospital.
Há momentos do dia melhores para se visitar; nunca pela manhã, pois é quando são dados medicamentos e quando os médicos passam para fazer a visita. O banho também acontece pela manhã, e seria desagradável ter de fazê-lo rápido por causa de alguma visita nesse horário. A higienização do quarto também é feita nesse horário. Também, telefonemas pela manhã não são interessantes, a noite pode ter sido ruim e tem-se que cochilar um pouquinho para descansar.
Logo após o almoço, tem a famosa cochilada e, com esse soninho, não dá mesmo para conversar com ninguém.
O melhor horário, então, é após as 15 horas, já se está medicado, tomou banho, almoçou e cochilou.
É importante verificar, também, o tempo de permanência no quarto. Às vezes, o paciente está tomando medicamentos fortes, que dão sonolência e deve-se notar isso para saber que é hora de dar descanso para ele.
Durante a conversa, manter um tom alegre, com assuntos variados, nada de falar do parente que teve a mesma doença e se foi! Nossa, ouvi muito disso, viu? Não dá para animar desse jeito! Falar baixo, afinal, estamos em um hospital! Deixar uma mensagem de otimismo, sem exagero; dizer que está torcendo e orando para a recuperação é muito importante.
Não chore perto! A gente nota quando o visitante olha para a gente com dó, é péssimo isso!
Tem pessoas que ficam anos sem aparecer e, quando sabem que estamos doentes, vêm, mais por curiosidade do que por solidariedade. O tempo passa, o corpo muda, emagrecemos, ficamos carecas... e essa não é a imagem que gostaríamos de mostrar a quem ficou tanto tempo longe e estava acostumado a nos ver viçosos, alegres e rosados.
Algumas fases do tratamento exigem que fiquemos em isolamento, por cauda da baixa imunidade, principalmente, então, não se pode receber visitas, é importante que as pessoas saibam, pois, às vezes, são "barradas" na recepção do hospital. É bom se informar antes.
Os telefonemas também devem ser diminuídos, o acompanhante, tendo que ficar por conta do paciente,  verificando soro, banheiro, solicitações à enfermagem, então, ficam muitas chamadas sem serem atendidas. As mensagens são interessantes, tanto no celular quanto por e-mail ou comentários no blog. É muito bom receber o carinho de vocês assim. Elas são verificadas diariamente, quando se está tudo tranquilo no quarto.
Não se deve levar alimentos para o paciente, nem guloseimas, nem frutas e não se deve levar também flores.
Mesmo assim, as visitas são importantes para a recuperação do paciente e ajudam muito a quebrar a rotina que a gente tem que enfrentar na internação. Por isso, sejam sempre bem-vindos!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Dicas para seguir em frente

Quando se enfrenta uma doença dessa, os desafios são constantes, diários, realmente, é matar um leão por dia. Em um dia se está com febre, noutro, os olhos inchados, tosse, pressão alta, pressão baixa, é, realmente, um provação atrás da outra. Nunca se sabe, quando o médico entra pela porta, qual notícia iremos receber no dia. Às vezes, ser só otimista não adianta, a realidade aparece e nós temos que encarar. Vivendo esta realidade, vou aprendendo a receber informações médicas diversas, tanto boas, quanto não tão boas assim. Gostaria de passar algo que venho aprendendo nesse longo ano de tratamento. Espero que possa ajudar as pessoas a passar por provações diversas de forma mais suave, tendo em mente que há um Deus Todo Poderoso que olha por nós a cada minuto, desde o nascer ao pôr-do-sol.

*Seja qual for o resultado de um exame, ter em mente que há pessoas à nossa volta que nos amparam, que não nos deixam cair nunca, com quem podemos contar sempre. Nessas horas, quando o resultado recebido não é bom, pensar nos amigos e na família é essencial, pensar que não estamos sozinhos é muito bom.
*Preocupação, quem tem que ter, são os médicos, a equipe, eu não posso me preocupar, tenho que confiar e ter a segurança de estar em boas mãos.
*Ouvir com atenção e perguntar se houver dúvidas, não acumular cismas ou desconfianças sobre semblantes ou gestos que perceber de alguém da equipe médica ou da enfermagem.
*Jamais esconder sintomas. Se está no hospital, está no lugar certo para ser tratado, por isso, qualquer tipo de alteração que sentir, informar. Se está em casa, alguém está cuidando de você e precisará saber de tudo o que se passa.
*A rotina no hospital é cansativa, mas, se a pessoa faz nessa rotina algo interessante, novo, diferente a cada dia, tudo fica mais fácil: caminhar, conversar com as pessoas no corredor, fazer um mural de fotos de pessoas queridas, assistir TV, fazer uma pasta de músicas variadas no notebook que dão prazer, alegram o ambiente, mudar sempre que possível alguma atividade diária.
*Mudar de roupa, tirar o pijama/camisola, para caminhar.
*Receber massagem nos pés, mais como carinho do que a própria massagem, é uma terapia deliciosa!
*Fazer um blog (rs) ajuda a colocar para fora um pouquinho do que sentimos e informamos as pessoas como anda o tratamento.
*Fazer as orações com toda fé e acreditar que O SENHOR DEUS PODE TUDO! Ter fé ajuda a fortalecer o espírito para tudo o que aparecer pela frente.

Às vezes, a gente acredita que tudo tem que acontecer seguindo um caminho reto, mesmo sabendo que há percalços na estrada. Aparecem, sem esperarmos, desvios que não entendemos e que retardam a caminhada, mas devemos perceber que o caminho continua, temos que ter serenidade e cabeça erguida para continuar a percorrê-lo.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Cuidando com amor

Eu gostaria de que todos estivessem do meu lado, mas somente pode ficar um cuidador. Imagine a importância de uma pessoa ao meu lado na situação em que me encontro.
Tem dia, pelo excesso de medicação, pelos níveis sanguíneos, não consigo fazer nada sozinha, dependo 100% dessa pessoa, até para me dar banho, lavar meu cabelo (viu? Já tenho até cabelo!), ajudar nas caminhadas pelo corredor, me transmitir otimismo.
Às vezes é uma missão muito difícil, para uma pessoa, ter as palavras certas ou calar-se  no momento certo e poder intermediar no contato com os médicos e com os outros membros da equipe de enfermagem, limpeza, nutrição, dentre outros.
É, não é uma tarefa fácil, pois essa pessoa fica confinada, tendo responsabilidade 24 horas pelo paciente, tudo por amor. Às vezes tem vontade de sair um pouquinho, espairecer, mas não tem a coragem de deixar o paciente sozinho. É muita dedicação, muito amor, carinho, abdicação. No meu caso, minhas duas irmãs estão cuidando de mim agora em janeiro e eu digo para elas que não tenho como retribuir tal gesto. Essa demonstração de carinho é tão grande que fico muito emocionada por isso. Não posso esquecer a Fátima, que cuidou de mim em dezembro, não é parente, mas se desdobrou nos cuidados.
Que Deus abençoe essas pessoas, esses anjos que ajudam a cuidar de mim.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Doação de amor

Um dos procedimentos que fazem parte do tratamento é a transfusão de sangue. Alguns medicamentos e o processo infeccioso têm provocado alterações no sangue, havendo a necessidade de receber transfusões de sangue e plaquetas.
Só quando passamos por isso é que podemos sentir na pele a necessidade desse ato voluntário de doar o sangue para outras pessoas. Por isso eu peço, como ocorreu em Belo Horizonte, a ajuda de vocês que consigam doadores de sangue para abastecer o Banco de Sangue daqui do Hospital 9 de Julho, que fica na rua Peixoto Gomide, nº 625, bairro Cerqueira César, São Paulo, Capital. Às vezes vocês têm amigos, conhecidos ou parentes aqui que podem fazer a doação.
Gostaria de agradecer todas as pessoas que me doaram sangue e/ou indicaram outras na ocasião da minha internação no Felício Rocho; não tive a oportunidade de agradecer, mas ficará para outra ocasião. Certamente, se hoje estou viva, é graças a esses doadores!
Doar sangue é um dos maiores atos de amor ao próximo que alguém pode oferecer!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Uma vitória de cada vez

Desde que fiquei internada no Hospital Felício Rocho, em BH, a ideia do transplante já estava em mente. Marcamos uma reunião com os irmãos para colhermos material para verificar a compatibilidade para a doação. Aproveitamos para comemorar o aniversário da minha filha mais nova e até meu irmão que mora no Acre veio para o exame.
Festejamos, encontramos a família toda, fomos à clínica para fazermos a coleta, mas o resultado não foi o esperado: dois pares de irmãos compatíveis um com o outro e duas irmãs (eu e a Nancy, as mais bonitas! kkk) sem compatibilidade com ninguém! Puxa, que coisa, hein!
Mas continuamos a luta...
A ida (vinda) a São Paulo foi o próximo passo. Marcamos uma consulta com o Dr. Celso Massumoto e ele nos apresentou um medicamento que poderia viabilizar, e muito, o transplante autólogo, isto é, utilizando as células da minha medula: o Mozobil. Abaixo, segue a descrição do procedimento realizado, nas palavras do próprio Dr. Celso:

"Foi utilizado um medicamento que aumenta as células da medula óssea, conhecido como plerixafor (Mozobil). Esse medicamento aumenta a liberação de células tronco (células que produzem a medula óssea no organismo) no sangue, permitindo a coleta. Essas células são coletadas por processadoras sanguíneas (máquinas que ficam no Banco de Sangue) e, posteriormente, elas são congeladas até o momento do transplante de medula óssea."

Foi uma vitória quando o médico ligou informando que havia células suficientes para serem guardadas para o transplante, após duas tentativas! Chorei compulsivamente, foi a melhor notícia que recebi! Claro que virão outras! Imaginem na minha situação o que isso representa! Novamente, a presença de Deus em minha vida. Agora as células estão congeladas no Hospital Sírio-Libanês (ficarão amiguinhas das do Gianecchini), aguardando o momento certo de serem infundidas.
Minha família é minha força nessa caminhada. Uma vitória a cada dia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Um pouco de ânimo!

Hoje, Dr. Walter, membro da minha equipe médica (sou chique!!), trouxe-me uma notícia boa: o tratamento, que seria de catorze dias, será de apenas uma semana, portanto, semana que vem já podemos iniciar os procedimentos para o transplante, se tudo correr bem (e vai correr!!)
Eu ainda não mencionei a forma como sou tratada aqui no hospital, além do carinho, característica de todos aqui, a estrutura do hospital é excelente! O cardápio do almoço do dia seguinte sempre vem antes para ser escolhido, com quatro tipos, almoço e jantar. Às vezes, fico em dúvida nessa escolha, pois os pratos são deliciosos, como  risoto de bacalhau e lula; massas diversas, tudo muito bem feito e com uma apresentação impecável! Mas, na verdade, estou doida para comer um frango com quiabo e angu, alguém aí pode me mandar por sedex?
Hoje também estou muito feliz, pois minha família chegou de viagem, foram à formatura do meu filho mais velho, Leandro! Chegaram bem, cansados, mas felizes, e virão me visitar na próxima semana.
Obrigada pelo carinho de sempre!
Beijos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Um dia após o outro

Estou no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, desde o dia 28 de dezembro. Ainda com muitas expectativas para o início dos procedimentos. A febre vai e vem e, sem saber o motivo, a ansiedade aumenta mais ainda.
O Dr. Celso Massumoto acabou de sair daqui com a notícia de que essa febre está sendo causada pelo CMV (citomegalovírus). Por um lado, essa informação esclarece a causa da febre, mas, por outro, traz a certeza de que o tratamento deverá ser adiado um pouco, até que chegue ao fim o problema.
O Dr. Celso é expert em transplante de medula, como pode ser visto na entrevista que ele deu para o Jô Soares: http://www.youtube.com/watch?v=lVBKpqg0uL4 .
Como podem ver, estou em ótimas mãos e posso confiar na equipe plenamente. Quem sou eu para duvidar deles, não é mesmo?
Fiquei muito feliz com os primeiros comentários dos meus amigos aqui no blog e com as mensagens recebidas por e-mail. Continuem!
Um abraço e até a próxima!

Saudades da minha gatinha!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Início da história

Este é o meu blog, mas quem está administrando, cuidando dele mesmo, é minha irmã Nancy que me acompanha no hospital.
Ele foi criado para eu compartilhar minhas experiências neste momento tão sofrido, mas tão rico.
Descobri que estava doente em fevereiro de 2011, mas já sentia os sintomas desde dezembro.
Foi um ano de tratamento difícil, quimioterapias e internações sofridas e dolorosas para mim e para todos ao meu redor, familiares e amigos.
Minha doença é o linfoma de células T, podia ter sido A, C, D, mas foi justamente o mesmo dos famosos, como Gianecchini; o consolo é que só dá em pessoas bonitas! rsrs
Estou me preparando para o transplante de medula que poderá se realizar a qualquer momento. Quando o médico entra no quarto, fico na expectativa, será hoje? amanhã? quando será? A ansiedade é grande, mas nada que me tire a confiança de que tudo vai dar certo!
Prometo que diariamente estarei mandando notícias de todo o andamento do transplante. Estou sendo acompanhada por ótimos médicos, em um ótimo hospital e tudo dará certo.
Um abraço.